terça-feira, 9 de outubro de 2012



Luis XIII
                O estilo Luís XIII durou do fim do século XVI até a subida de Luís XIV ao trono.
            No início sofrendo as influências de estilo renascentista italiano, o estilo Luís XIII aparece com um aspecto pesado e redundante, reflete grandiosidade e excesso de ornamentos (influência do Barroco).
            As paredes eram cobertas com pinturas enquadradas por estuques dourados, tapeçarias ou couro, com desenhos impressos, pintados e dourados.
            Já no final do reinado de Luís XIII, há uma redução gradual da influência estrangeira, tornando-se a arte mais grandiosa, elegante, suntuosa.
            Os móveis mais usados eram: cabinetes, armário, cama, mesa e cadeira.
            As cadeiras tornam-se mais numerosas, tendo os pés ligados por uma travessa e apoio para os braços em forma de osso de carneiro a estrutura é em geral quadrada,usa-se o estofamento fixo por tachas e terminado por uma franja que era moda também nas cortinas,há também grande variedades de cadeiras e banquinhos em X, a arca continua presente no mobiliário. 
 A principal característica do estilo Luís XIII era a madeira torneada que compunham os pés dos móveis como as travessas das mesas e cadeiras, as laterais dos buffets e até os balaustres das escadas.


   Postado por Paula Treptow

terça-feira, 2 de outubro de 2012

GRÉCIA

Arquitetura Grega


Na arquitetura do período geométrico, entre os anos 900 e 725 a. c., as casas consistiam num plano irregular e os templos apresentavam planta ora longa e estreita, quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo. Os materiais de construção mais utilizados eram o tijolo cru e a madeira nomeadamente a de cedro importada do Líbano, tendo sido substituída pela pedra calcária (particularmente o mármore) no período arcaico (600 e 500 a. c.). Um sistema de ordens definiu as proporções ideais para todos os componentes da arquitetura, de acordo com proporções matemáticas preestabelecidas. A ordem era baseada no diâmetro de uma coluna, com outros elementos derivando dessa medida. Podemos citar como importante fato na arquitetura grega, o aperfeiçoamento da ótica (perspectiva), que já começará a fazer parte do período clássico (500 a 300 a. c.).

O período considerado mais importante da arquitetura grega é aquele que se desenvolve entre o séculos VII a.C. e IV a.C. Concentra-se na arquitetura religiosa  templos – com grande rigor de dimensões, estabelecendo proporções matematicamente precisas; os templos são construídos de pedra (mármore).

Foram estabelecidas normas e regras construtivas, cânones para a concretização artística, valores estéticos e modelos duradouros, nos quais os detalhes, os aspetos decorativos e os pormenores tinham de se sujeitar à harmonia do conjunto. O estudo topográfico do terreno, a adaptação do edifício ao relevo e a escolha criteriosa da ordem, relativo ao tipo de edifício, passaram a constar nos projetos. Produziam maquetes, com o material mais apropriado, dependendo do projeto, que eram submetidas à aprovação oficial. A concretização da obra envolvia inúmeros profissionais entre os quais estavam os arquitetos, os projetistas, os pintores, escultores e outros artesãos.

O tipo de edifício que mais contribuiu para a evolução arquitetônica foi o templo. Era concebido para ser a morada dos deuses. Era constituído por um telhado de duas águas, duas colunas na entrada, e uma parte interior. dividida em três secções. A sua evolução foi demarcada pela gradual uniformização numa planta retangular. O objetivo final da arte era a procura da beleza, unidade, harmonia universais, alicerçadas, é claro, por uma filosofia que buscou a relação do Homem com o divino, com o mundo e a sua origem, com a vida e a morte, assim como com a dimensão interior do próprio Homem.

O Parthenon – templo dedicado à deusa Atena, na Acrópole de Atenas –, erguido entre 447 a.C. e 438 a.C., no governo de Péricles, é uma das mais conhecidas e admiradas construções do período. Um traço marcante da arquitetura grega é o uso de colunas, estabelecendo "ordens" características: dórica, jônica e coríntia. A arquitetura clássica tem como princípios a racionalidade a ordem a beleza e a geometria.



- Coluna Dórica: É a coluna que sai direto do chão, é mais grossa, com caneluras afinando ligeiramente para cima terminando em capitel com forma de almofada quadrada. É chamada também de coluna masculina, por ser mais robusta.
- Coluna Jônica: Elas são mais fininhas, leves e delicadas com caneluras, saindo sobre a base e no topo (capitel) tem um desenho denominado "voluta".
- Coluna Coríntia: Apareceu mais tarde, é semelhante a jônica  diferindo no capitel que é formado por folhas de acanto, foi muito utilizada pelos romanos.













Mobiliário da Grécia


Em relação ao mobiliário grego do período arcaico (meados do século VI a 475 a.C.) foram descobertas informações importantes sob a forma de modelos de terracota, esculturas e principalmente pintura de vasos. Mesmo existindo poucos registros sobre o mobiliário grego, o que se sabe é que tinham dimensões menores do que os modelos egípcios, proporcionando mais leveza e praticidade.

O móvel grego também se divide em:
 Móveis cerimoniais: utilizados em eventos de honra ao ar livre (Kline).
Móveis de uso comum: como as camas, bancos e cadeiras (Klismos), esta última utilizada somente por mulheres, geralmente para amamentação.


Imagem de representação do kline.

O leito ou cline era usado para dormir e os homens reclinavam-se nele para comer enquanto que as mulheres sentavam-se em cadeiras durante as refeições.

Os estudos mostram ilustrações de muitos tipos de bancos e cadeiras. O thronos era uma cadeira cerimonial com ou sem braços.


Os thronos gregos eram conhecidos como "apoio dos céus", ou seja, termo que ficou conhecido quando Zeus se tornou um Deus antropomórfico, imaginado como o "assento de Zeus". Thronos era um tipo de objeto de status elevado, mas não necessariamente de poder. Os aqueus eram conhecidos por colocar adicionalmente tronos vazios nos palácios e templos, para que os deuses pudessem estar sentados quando desejassem. O mais famoso desses tronos era o de Apólo em Amyclae.

Já na Grécia antiga o mobiliário teve uma evolução significativa, pois surgiu uma cadeira com desenhos básicos, com curvas nas pernas e no encosto uma travessa única de madeira. Uso de mármore como matéria-prima. Essa cadeira ficou conhecida como Klismos, este desenho básico ganhou muitas versões ao longo da história.


Cadeira klismos no túmulo de Hegeso, c. 400 a.C.

A klismos era uma cadeira elegante, de belas proporções com pernas e encosto curvos, pés em forma de sabre e assento trançado.



Havia também cadeiras com as pernas terminando em discos, patas de cachorro ou leão.

As duas principais contribuições da Grécia para a história do mobiliário foram a adição de apoios curvos para a cabeça e para os pés ao leito e a criação da cadeira a que se dava o nome de clismos.

Os suportes do leito eram por vezes torneados, e a parte de cima da perna tinha a forma de um sino pesado e côncavo. Este estilo é bastante feio e em breve se passaram a usar pernas retangulares, decoradas com palmitos e ovais.

As mesas usadas para comer eram pequenas e podiam ser guardadas por debaixo do leito quando não estavam em uso. Em geral as mesas eram pequenas e baixas, muitas vezes de bronze com 3 ou 4 pés.




As pinturas dos vasos parecem indicar que o tipo de mesa mais usual era de tampo retangular.
Foi possível identificar pelas pinturas que os gregos utilizavam arcas para guardar objetos.


Foi na Grécia que começaram a fazer as primeiras peças de mobiliário infantil, nos meados do século V a.C. inventaram uma cadeira de bebê em que a criança ficava sentada em segurança.


As inspirações, os motivos do mundo antigo eram de cima para baixo: acanto, ovo, dardo e cabeça de carneiro.





Postado por: Beatriz Krüger e Jessica Storch.

terça-feira, 18 de setembro de 2012


Antigas casas da Grécia
            Comparadas com as de hoje, as casas eram pequenas e sem conforto. Mas isso tinha pouca importância, pois, em razão da suavidade do clima, a maior parte das atividades diárias era desenvolvida fora de casa. Construídas com uma mistura de pedregulho e terra cozida, as paredes eram tão frágeis que os ladrões eram chamados de “arrombadores de paredes”, pois eles simplesmente escavavam uma passagem nelas para entrar em casa.
            Nas pequenas janelas não havia vidros e, no inverno, elas eram fechadas com madeira. As cozinhas eram raras e os alimentos eram preparados ao ar livre.
            Na Grécia Antiga não havia residências luxuosas. Mesmo um grande general, como Temístocles, vivia numa casa simples, igual à de seus vizinhos. Os homens ricos não eram respeitados pela ostentação, mas pelo que davam aos deuses e à cidade para custear os festivais públicos.
            As casas ficavam dispersas, sem nenhum alinhamento, atrás dos templos e de outros monumentos. As ruas eram estreitas e sinuosas. 


                                                             Postado por Paula Treptow

CASAS



              A Casa Romana
   A casa romana tem múltiplas plantas e foi evoluindo arquitetonicamente ao longo dos séculos, em função da região onde era construída, se era urbana ou se era rural e naturalmente, as posses do dono determinavam, tal como hoje, a sua maior dimensão e opulência. Pois era através das suas casas que demonstravam o seu poder econômico. Existiam dois tipos de casa , as vilaae e as domus.





Planta Baixa de uma
casa Herculano
  

A Villae Romana

   As villae romanas eram as casas de campo dos mais ricos e influentes. Dispunham de todo o conforto e de todos os serviços que se só nas cidades se podiam encontrar. Bibliotecas, jardins, ginásios, salas para festas e reuniões, saunas, piscinas… Habitações bem diferentes das dos Iberos e Celtas que por cá viviam.





A Villa Urbana
   Villa Urbana que era um complexo habitacional de luxo, destinada aos senhores e tinha fins puramente ociosos. Situava-se no meio do campo ou próximas do mar. A Villa Urbana tinha grandes jardins, bibliotecas, piscinas, balneários e até anfiteatros. Eram adaptadas ao terreno e refletiam fortes influências gregas.  Um dos exemplos de uma Villa Urbana é a famosa “Villa Adriana”, situada perto de Tivoli, mandada construir pelo Imperador Adriano.
A Villae Rústica
   A Villa Rustica é igual à Domus, porém com espaço para a agricultura. Uma casa de campo, com complexos luxuosos para o proprietário e que se destinava à agropecuária de rendimento. Separadamente existiam complexos para os escravos, onde estes estavam sob vigilância de um uilicus (escravo de confiança), e se dedicavam aos trabalhos agrícolas.

Domus
   A domus era a residência urbana das famílias abastadas na Roma Antiga, e, portanto, na sua maioria, das patrícias, nome pela qual é denominada a nobreza romana. Há também a domus da plebe, onde habitavam comerciantes e artesãos romanos, ainda que as suas residências não fossem grandes, suntuosas e sofisticadas como as dos patrícios. Os cidadãos com menos posses, membros da plebe, viviam em casas alugadas, as insulae, apartamentos exíguos e sobrepovoados situados em prédios de vários andares. No campo, as casas das famílias patrícias tinham o nome de villae (singular: villa). A domus dos patrícios era uma propriedade grande, sofisticada e luxuosa em regiões residenciais em meio à cidade.

Domus Romana



Modelo domus Romana interno
Ruinas do Fórum Romano




Fórum Romano



Domus Augustana



Domus Flavia



Domus Severiana


                                                                      
  Domus Áurea

                                                       
    Postado por Ildaiane Vergara.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mobiliário Romano

    A forma dos móveis romanos era simples, porém nas melhores casas a decoração era extremamente ornamental. O bronze, mármore e outros tipos de pedra eram materiais usados na confecção. Os sofás romanos tinham o mesmo formato dos gregos, pareciam camas e eram mais elevados com apoios para os pés. Outro grande destaque do mobiliário romano era a cama portátil, que era usada como assento quando levada para os servos. Esse tipo de móvel foi muito recorrente na época da escravidão no Brasil.



Sofá em formato de cama


Cama Portátil



          Com o o aperfeiçoamento dos artesões, as curvas foram aparecendo suavemente nas pernas e pés de alguns móveis romanos, não excluindo os pés em colunas retas e torneadas. 
          As poltronas grandes podiam acomodar até três pessoas. Havia outro modelo semicircular chamado SIGMA que acomodava até oito pessoas.



       Imagens de poltronas Romanas


Postado por Caroline Lages.