terça-feira, 6 de novembro de 2012

Interiores e Mobiliário Luís XVI


Interiores e Mobiliário Luís XVI

   Os interiores mantêm-se confortáveis, com as cores suaves a harmonizar com o mobiliário, e onde os tecidos assumem extrema importância.



Um boudoir



  Por menor de um salão


Cabinet dore Marie-Antoinette Versailles




O Mobiliário

   A simplicidade e a elegância das proporções e dimensões marcam o estilo de Luís XVI onde há uma busca por repouso e moderação nas linhas com prioridades para uma harmonia entre as linhas retas e curvas que eram geometrizadas.
É um estilo híbrido que conjuga elementos opostos, preferindo a linha reta e a sobriedade na decoração, no entanto deixando à tona linhas curvas que suavizam a rigidez, dotando as peças de alguma leveza criando assim uma estética muito própria e é considerado um dos estilos franceses de maior impacto sendo por isso ao longo do tempo o mais revivido.







Os fustes em caneluras das colunas dóricas influenciaram os pés das peças que eram encimadas por um quadradinho com patera ou roseta.





O mogno foi uma das madeiras mais utilizadas seguida pelo ébano, nogueira e o pau-cetim. A laca dourada ou preta também foi bastante utilizada, grande parte do mobiliário era pintado ainda em tons pálidos, branco acizentado, rosa-velho,verde ou azul claro. Porcelas de Sévres e bronze delicadamente trabalhados eram aplicados aos móveis.
O mobiliário apresenta poucos bronzes e talvez por sua elegância e perfeição de medidas ao estilo Luís XVI seja a mais pura expressão do bom gosto francês.
As cadeiras são bem menores e numerosas, com os pés retos, estreitando em direção ao chão, assemelhando-se mais a suportes, os suportes dos braços curvos ou canelados. O espaldar apresentava formas ovais, retangulares ou arredondadas (medalhão). O estofamento era feito em sedas listradas, estampadas, com motivos florais ou em tapeçarias Aubusson, e Beauvais.

















As mesas tinham forma retangulares ou quadradas, podendo ter os pés voltado em curvas para fora, ou situados em ângulos retos, com ou sem caneluras. A mesa de jantar aparece redonda.






As mesas de escrever, consoles, as cômodas naturalmente vão se adequando as novas formas, surgem as bibliotecas de dois corpos, fechadas com duas portas na parte inferior, os armários, as vitrines e os baús.










As camas tanto podem ser colocadas junto às paredes quanto podem ser distantes, surgindo quase sempre um dossel para dar o acabamento.



Os nomes mais importantes no mobiliário desta época foram: Riesener, Beneman, Weisweiller, Martin Carlin e Saunier famoso por seus trabalhos de marchetaria e alguns espelhos criados no estilo Luís XVI e lustres.





Postado por Ildaiane Vergara.




       Decoração de interiores do estilo Luís XVI

         O estilo de arte conhecido como Luís XVI nasceu em 1760, abrangendo a arquitetura, pintura e escultura. A rainha Maria Antonieta gostava do elemento naturalista, pastoral e sentimental. Daí que o estilo Luís XVI é mais romântico que clássico, mas combinando de forma magistral e encantadora as duas correntes.
  Quando a  revolução estava começando,  a nobreza já estava quase falida, e então fazendo com que a decoração de interiores ficasse mais simples, embora não completamente severa. As salas continuavam simétricas e bem proporcionadas, de pequenas dimensões. As janelas continuavam indo até o chão, retangulares como as portas. Em algumas salas pilastras clássicas emolduravam janelas e portas, algumas pintadas e outras divididas em painéis com molduras. As lareiras eram de mármore, madeira entalhada ou pintada, encimadas por um espelho. As paredes tinham "boiserie" - painéis de madeira pintada em cores claras, rosa, verde ou cinza, mostrando arabescos, flores, guirlandas ou buquês. Tecidos e papel de parede também foram usados. O teto era em geral liso e às vezes pintado. O piso era de mármore ou de parquê com desenhos geométricos formado por madeira de cores diversas, sendo coberto por tapetes Saboreie e Alburnos.


Ambientes em tons pastéis e painéis decorados.


       Cenas do filme "Maria Antonieta" de Sofia Coppola- com papéis de parede floriados e tudo muito claro em tons de rosa, azul e verde. 




Postado por Paula Treptow

LUÍS XVI E DIRETÓRIO


ESTILO LUÍS XVI
Luís XVI de Bourbon, nascido em 23 de agosto de 1754 em Versalhes e executado em 21 de Janeiro de 1793 em Paris, foi rei da França (1774-1791).Era filho do Luís XV e de Maria Josefa de Saxônia e esposo de Maria Antonieta da Áustria (com quem se casou com 16 anos).
O estilo Luís XVI é um estilo de decoração de interiores e mobiliário que se desenvolve a partir de França durante o reinado de Luís XVI e que se estende além deste, entre aproximadamente 1774 e 1792. Este estilo segue as linhas do estilo Luís XV, sendo que, entre o final deste e até 1774, existe um período de transição que se traduz em alterações superficiais do foco decorativo e não estruturais.
O estilo assimila simultaneamente duas características distintas, a do estilo anterior, dentro do espírito do rococó, e a do neoclassicismo, que só assumirá toda a sua força após a Revolução Francesa. O estilo Luís XVI é, deste modo, um estilo híbrido, que conjuga nas suas peças vários elementos opostos, criando assim uma estética muito própria.
A corte vai ser mais uma vez o modelo da nova estética, onde a própria rainha Maria Antonieta, com as suas múltiplas encomendas para o Petit Trianon, se vai tornar numa das peças chave no desenvolvimento do estilo. Também a Madame de Pompadour, que se tinha rendido ao gosto do estilo Luís XV, se começa a interessar pelas novas formas revolucionárias.

 

Os interiores

Os interiores mantêm-se confortáveis, com as cores suaves a harmonizar com o mobiliário, e onde os tecidos assumem extrema importância.
Um salão do estilo Luís XVI: o Cabinet doré de la Reine, Palácio de Versalhes

Caracterização do mobiliário

Maior simplicidade, sobriedade e rigidez. Dominam as linhas perpendiculares, ângulos retos e superfícies planas; Continuam-se a utilizar os mesmos materiais que no período anterior. No final do período surge o mogno, introduzido por Georges Jacob pelo seu aproveitamento de elementos do estilo Chippendale em Inglaterra. Continuam-se a aplicar ao móvel os bronzes (dourados) finamente cinzelados.

Como elementos decorativos eram usadas terrinas, medalhões, ovais, instrumentos musicais; de inspiração na Antiguidade Clássica: frisos, colunas, folhas de laurácea, setas; de períodos anteriores (Barroco e Rococó): grinaldas, drapeados, entrelaçados; inspiração na natureza: troféus com instrumentos de jardinagem, rosas, pérolas;

A principal característica das cadeiras reside no fato das pernas perderem as suas curvas e passarem a se assemelhar mais a verdadeiros elementos visíveis de suporte. As pernas direitas podem ser de secção quadrangular ou circular, estreitando em direção ao chão e apresentando caneluras a direito ou em espiral. As pernas são ligadas à cintura (parte inferior do plano horizontal de assento) através de um cubo decorado. O espaldar (apoio para as costas) apresenta uma moldura e pode ser retangular (carré à la Reine), oval (na vertical, dossier à medaillon) ou ainda vazado (com aberturas). Podem ser mantidas com a cor natural da madeira, pintadas ou douradas. Um das novas tipologias é a Bergère en confessional, uma espécie de sofá com apoios laterais para apoiar a cabeça.

 

 
Bergère

 

Sofá en suite de final do período. 

 
Causeuse e fauteuil de final do período. Estofos em tapeçaria de Beauvais.

ESTILO DIRETÓRIO
O estilo Diretório é um estilo decorativo de design de interiores e mobiliário, que se observa num curto período de tempo entre o fim do século XVIII e início do século XIX na França.

O estilo Diretório abrange o final do reinado de Luís XVI, sendo um estilo transitório entre Luís XVI e o Império, porém tem mais características do estilo Império. Após a Revolução foi um período em que a situação econômica da França estava péssima.


Este estilo caracteriza-se pela fusão formal entre o caráter mais sóbrio e severo do estilo Luís XVI, conseqüência da reação ao luxo de uma sociedade conturbada e empobrecida devido à revolução, e os novos elementos de antecipação do estilo império, nomeadamente os símbolos de glória do imperador Napoleão I.

A descoberta das ruínas de Pompeia vai fazer emergir toda uma série de gostos classicistas, que vão ser reavivados um pouco por todas as expressões artísticas, apresentando a pintura uma enorme variedade destes elementos assimilados. Exemplo disso são as pinturas de Jacques-Louis David, onde se podem observar, não só várias peças de mobiliário inspiradas nos achados de Pompeia, como também a nova moda no que diz respeito à indumentária, especialmente a feminina.

Mobiliário
O mobiliário do estilo Diretório evoluiu a partir de Luís XVI como se os estilos continuassem sem se perturbar com a revolução. Não aconteceu no mobiliário uma revolução artística súbita e completa como foi na política, filosofia e na sociedade.
No período os marceneiros mostraram lealdade ao regime, eliminando motivos e desenhos que lembrassem à monarquia. As proporções e linhas do estilo Luís XVI foram conservadas, tendo por ornamentos motivos clássicos ou revolucionários.

Os móveis eram pintados com tons esbranquiçados, às vezes com linhas vermelhas e azuis, que eram as cores da bandeira da liberdade.
Os móveis eram inspirados através dos baixos relevos gregos e romanos; continuavam com as pernas retas, às vezes as pernas de trás se curvavam ligeiramente para fora (arcadas), sendo denominadas por pernas “em sabre”. Os encostos eram curvos terminados em rolo exteriormente, voltados para trás terminando em voluta.

Caracterização formal do mobiliário
Estruturas: depuradas e simples, proporções equilibradas, linhas direitas ou curvas discretas, e decoração de inspiração na Antiguidade;
Materiais: uso generalizado de materiais mais baratos. Madeira (mogno maciço ou folheado, cerejeira, limoeiro) e quase ausência total de bronze e talha aplicada ao mobiliário. Moda de mobiliário totalmente feito em metal à semelhança das peças encontradas em Pompeia;

Pintura: o mobiliário é freqüentemente lacado apresentando uma enorme gama de tons (violetas, laranjas e preto); os motivos escultóricos destacam-se em cores vivas sobre fundos escuros, à moda de Pompeia.
Tipologias:
Cadeiras: Mogno ou faia pintada; espaldar vazado (com aberturas) terminando em banda horizontal abaulada ou enrolada para fora na parte superior, pernas simples, de secção quadrada ou circular, em que as de trás podem fazer uma ligeira curvatura para fora.
A mesa guéridon, antes redonda e de pé central, recebe três pés em bronze para sustentar o seu tampo de mármore trabalhado.

As cômodas, mesinhas, secretárias e penteadeiras recebem linhas mais rígidas.

Nomes de destaque: De entre os artífices que trabalham de um modo mais simples e rápido para clientes menos exigentes, sobressai Georges Jacob, um dos poucos que continua a desenvolver trabalhos de qualidade segundo a tradição dos estilos anteriores. Efetuou várias peças de mobiliário para as pinturas de Jacques-Louis David.

Surge o “psyqué” que é um espelho emoldurado móvel, preso entre dois montantes de madeira ou metal.


Referências:
 Slides da aula
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_XVI_de_Fran%C3%A7a
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_Lu%C3%ADs_XVI

Postado por:Beatriz Krüger e Jessica Storch.

LUIS XV


Poltrona estilo Luis XV

O móvel desta época tem um ar feminino, gracioso, e, muitas vezes, excessivo nos ornamentos: perna cabriolet (em forma de pé de cabra), uso da concha, flores e folhagens como recurso decorativo, curva livre e sinuosa, tons suaves, madeira dourada, pintada em tons claros (pátinas) ou médios.


As cadeiras do período têm os espaldares curvos, pés em forma de pata de ganso ou cabeça de delfim, assentos estreitos na parte traseira e braços dos sofás e poltronas mais curtos.

Outro aspecto importante desse estilo foi à introdução nos móveis do encurvamento das pernas, por meio da chamada forma cabriolé, arrematadas por pés em forma de garras e bola ou de peão ou de dedal.
Os espaldares das cadeiras assumiram formas de violão, passando a ser um prolongamento do assento, formando um conjunto contínuo. As poltronas foram produzidas com braços acolchoados, acrescentadas, por vezes, as típicas e confortáveis “orelhas” nas laterais do encosto.
As cadeiras mostram perfeita noção de conforto e luxo. Os entalhes à princípio numerosos ficam restritos aos eixos, ao espaldar, assento e braços. O espaldar alto foi substituído por um espaldar mais baixo e as cadeiras eram feitas agora para se adequar mais ao corpo humano, com as pernas "cabriolet". A chaise longue era mais longa e própria para reclinar, havia a bergère como na época anterior e a bergère confessional.




  


ESTOFADOS

O estofamento era feito com moirés, brocados, tafetá, toile de jouy ou tapeçarias Gobelins e Beauvais, as tapeçarias usadas para cobrir as cadeiras representavam cenas de personagens lendários ou bíblicos, nos encostos e nos assentos animais, com arremates em guirlandas de flores e pássaros. Os assentos de palhinhas para cadeiras e sofás também foram muito utilizados, nestes eram colocadas almofadas soltas ou fixas recebendo couro ou tapeçaria.
 Moiré é um padrão de interferência criado, por exemplo, quando duas grades apresentam movimento relativo entre si em referência a um observador, gerando um determinado padrão por meio de franjas. Com este padrão de interferência conseguimos determinar perfil, deformação de objetos e o movimento de um objeto qualquer.




Brocado é um tipo de tecido ricamente decorado, feitos em seda colorida, e com relevos bordados geralmente a ouro ou prata.
O brocado costuma ser costurado tipicamente num tear, e utiliza a técnica de trama suplementar, isto é, o brocado ornamental é produzido através de uma trama suplementar, não-estrutural, que é adicionada à trama padrão que mantém juntos os fios do urdume. O propósito desta técnica é dar a aparência de que a costura teria sido bordada, na realidade






Tafetá é um tecido fino e acetinado feito de seda trançada, lã ou sintéticos. Tem boa resistência e durabilidade. É resistente à abrasão e produtos químicos, aceita facilmente corantes e é facilmente lavado.





O Tafetá é utilizado em ternos, casacos, fitas, blusas, vestidos, guarda-sóis, bandeiras, forro para casacos e bolsas. Também é utilizado em almofadas, colchas e cobertores.
Roupas feitas com o Tafetá são muito utilizadas em ocasiões festivas, por ser um tecido muito fino.
Toile é o nome de um tecido que significa "pano de linho" ou "tela" - particularmente pano ou lona para pintura. O toile palavra pode referir-se o tecido em si, uma peça de vestuário de teste (geralmente) conseguido a partir do mesmo material, ou de um tipo de superfície de decoração (tradicionalmente) impresso no mesmo tecido.






CADEIRAS ESTOFADAS













   






















 Postado por Beatriz Krüger e Jessica Storch.