terça-feira, 9 de outubro de 2012

IDADE MÉDIA


Arquitetura Medieval

As casas eram construídas em madeira ou pedra. Tinham dois ou mais andares com sacada, projetando-se sobre a rua. Explica em parte a fisionomia das cidades medievais, retratadas como sombrias e pouco arejadas, apesar das janelas não terem vidros.
As casas medievais tinham as lareiras no meio da sala, longe das paredes de madeira e para evitar os incêndios.
Os temas artísticos eram invariavelmente religiosos, e as obras, quase sem exceção, estavam nos edifícios das igrejas. Assim, destacava-se à arquitetura, com a construção de templos, igrejas, mosteiros e também castelos.
A decoração de interiores foi símbolo de prestígio durante muito tempo, já que somente as classes altas podiam permitir-se o luxo de tratar com apuro e refinamento os espaços internos de suas mansões e palácios. Com a fabricação de objetos em série, a decoração ficou ao alcance da classe média, embora os arquitetos e decoradores de prestígio, os materiais nobres e as peças raras continuem restritos aos privilegiados.
Na Idade Média européia predominaram dois estilos arquitetônicos: o românico e o gótico.




 As construções em estilo românico (século X, XI e XII)  caracterizavam-se por arcos redondos, paredes grossas, grandes colunas, janelas pequenas e interior pouco iluminado. Os principais materiais utilizados para a construção de edifícios eram a pedra e o tijolo. Na altura os tetos dos edifícios eram de madeira e, por isso, havia muitos incêndios. Por esta razão, esses tectos de madeira foram substituídos por abóbadas. Devido a estas abóbadas (de estilo bizantino) as paredes tiveram de se tornar espessas para sustentar tanto peso. Para as sustentar era necessário o uso de contrafortes em abundância. Para que os edifícios não se desmoronassem, o uso de janelas e vitrais passou a ser tão reduzido que quase não se notava os detalhes do interior dos edifícios, pelo fato de haver pouca luminosidade.



  Catedral de Worms, Alemanha, estilo românico, século XII

As construções em estilo gótico (final do século XII até o século XV) caracterizavam-se pelos arcos em formato ogival, janelas maiores e mais numerosas, paredes altas e interior iluminado. .  Igrejas gigantescas, que simbolizam a tentativa de alcançar os limites celestes e tocar, com suas torres pontiagudas, em Deus. Altas e espaçosas, serviam para acolher em seu interior o maior número possível de fiéis, o que era difícil de se fazer nas igrejas de estilo românico. Para dar suporte à tamanha grandeza, surgiram inovações arquitetônicas, como os arcobotantes, que escoravam as altas paredes externamente para liberar o interior da igreja; colunas nervuradas mais delicadas e capazes de suportar maior peso; arcos ogivais responsáveis pela elevação vertical da construção e pela distribuição do peso das abóbadas em vários pontos simultaneamente. Na decoração interna, destacam-se rosáceas e vitrais muito coloridos e trabalhados, que causam um mágico efeito de luzes, cores e sombras.


 Catedral de Chartres, França 




Mobiliário da Idade Média

A vida na Idade Média era instável, pois se mudavam com freqüência. Os camponeses possuíam poucos móveis, além de objetos confeccionados toscamente pelos habitantes da casa para uso cotidiano. Já nobreza levava uma vida que consideraríamos pouco amena pelos padrões modernos.

Os móveis na idade média eram escassos, até mesmo nas famílias importantes. Eles limitavam-se a satisfazer as necessidades básicas de comer, dormir, sentar, armazenar e na época de alfabetização de ler e escrever.

Os móveis deste período tinham a função adicional de expressar a posição social ou status no interior da casa, principalmente nos tecidos suntuosos.


Os reis e os grandes barões deslocavam-se constantemente de residência em residência, o que significava que a maior parte das peças de mobiliário tinham de ser facilmente transportáveis. Um exemplo disso são arcas, eram fortes e podiam ser transportadas em carroças.



As mesas eram geralmente constituídas por tampos assentados em cavaletes.


As formas usuais dos móveis de assento eram o banco comprido, o banco para uma pessoa e o banco comprido de costas altas. A cadeira era um símbolo de autoridade e tinha a forma de um x, por vezes de fechar, por vezes fixo, ou então consistia numa estrutura quadrada tipo trono.





Os elementos mais importantes do mobiliário eram os tecidos: cortinados para proteger das correntes de ar, tapeçarias e colchas. Até o século XVII, as descrições das camas falam de cortinados, nem sequer mencionam a armação de madeira que servia apenas de base. Em muitos casos, o banco servia de cama e as camas mais requintadas, construídas à maneira de uma caixa, serviam de assentos durante o dia.






A cama em forma de caixa foi uma das formas de mobiliário mais duradouro.  Um segundo tipo de cama, inventado na Idade Média e que foi utilizado durante muito tempo, era a cama-armário. O armário era muitas vezes completamente fechado, com uma porta de entrada. Numa época em que era difícil preservar a intimidade e em que maior parte das salas tinham vários usos, as vantagens desta cama era evidente.

O Estilo Romântico foi gradualmente substituído na Europa Ocidental pelo Estilo Gótico, nos fins do século XII e princípios do século XVII. O arco semicircular foi superado pelo arco de ogiva. Ambos os estilos arquitetônicos se refletiram no mobiliário.

A Europa medieval era um continente cercado, dilacerado por violentos conflitos internos. Não havia espaço para luxos, nem havia uma especialização do trabalho que permitisse o aparecimento de novas funções, que por sua vez teriam dado origem a novas formas de mobiliário.





As funções do mobiliário no século XV eram praticamente as mesmas que no século VIII.
A evolução afetou apenas pequenos pormenores: à medida que os marceneiros adquiriam maior perícia, as arcas se tornavam mais leves. As arcas de viagens eram talhadas de maneira artística e minuciosamente trabalhadas com relevos, inscrições e enfeites diversos.




Os móveis aparecem sustentados por pés altos onde se esculpiam adornos de folhagens, animais selvagens e pergaminhos enrolados.



Se o gênero dos móveis usados não mudasse muito, houve grandes alterações na decoração das peças.

O estilo arquitetônico gótico se impôs em todas as artes e os carpinteiros e marceneiros adaptaram aos motivos decorativos da arquitetura.



Camas mais confortáveis, com imensos colchões de pluma, pesadas cobertas e cortinados belíssimos bordados.



O hábito de revestir as paredes com lambris ou painéis de madeira encaixados em armações refletiu-se nos processos de fabricação de mobiliário, levando ao aparecimento de camas fechadas e de cadeiras de assento apainelas em forma de caixa, e de costas e braços fechados.



Na arte gótica o mobiliário alcança resultados inesperados em um domínio e perfeição do desenho dos mínimos detalhes.




O estilo gótico alcançou seu apogeu no século XV, que foi também o seu ultimo período.


Ployant, França, cerca de 1675. A capa de tecido é moderno, mas o sistema de montagem forro é idêntico ao original. O tecido é entre os dois trilhos laterais, para ser pregado para corrigi-lo, perpetuando ar tipo tradicional medieval e renascentista. A escolha desta solução é que banco é um cortesão, servindo uma função cerimonial, de modo que a tipologia de responder visualmente ligada ao passado.



Poltrona Castilla, da segunda metade do século XVII. Museu Nacional de Arte
Decorativos. Original forro de couro montada no ar, com pregos de Bollon.





Postado por: Beatriz Krüger e Jessica Storch.


Luis XIII
                O estilo Luís XIII durou do fim do século XVI até a subida de Luís XIV ao trono.
            No início sofrendo as influências de estilo renascentista italiano, o estilo Luís XIII aparece com um aspecto pesado e redundante, reflete grandiosidade e excesso de ornamentos (influência do Barroco).
            As paredes eram cobertas com pinturas enquadradas por estuques dourados, tapeçarias ou couro, com desenhos impressos, pintados e dourados.
            Já no final do reinado de Luís XIII, há uma redução gradual da influência estrangeira, tornando-se a arte mais grandiosa, elegante, suntuosa.
            Os móveis mais usados eram: cabinetes, armário, cama, mesa e cadeira.
            As cadeiras tornam-se mais numerosas, tendo os pés ligados por uma travessa e apoio para os braços em forma de osso de carneiro a estrutura é em geral quadrada,usa-se o estofamento fixo por tachas e terminado por uma franja que era moda também nas cortinas,há também grande variedades de cadeiras e banquinhos em X, a arca continua presente no mobiliário. 
 A principal característica do estilo Luís XIII era a madeira torneada que compunham os pés dos móveis como as travessas das mesas e cadeiras, as laterais dos buffets e até os balaustres das escadas.


   Postado por Paula Treptow

terça-feira, 2 de outubro de 2012

GRÉCIA

Arquitetura Grega


Na arquitetura do período geométrico, entre os anos 900 e 725 a. c., as casas consistiam num plano irregular e os templos apresentavam planta ora longa e estreita, quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo. Os materiais de construção mais utilizados eram o tijolo cru e a madeira nomeadamente a de cedro importada do Líbano, tendo sido substituída pela pedra calcária (particularmente o mármore) no período arcaico (600 e 500 a. c.). Um sistema de ordens definiu as proporções ideais para todos os componentes da arquitetura, de acordo com proporções matemáticas preestabelecidas. A ordem era baseada no diâmetro de uma coluna, com outros elementos derivando dessa medida. Podemos citar como importante fato na arquitetura grega, o aperfeiçoamento da ótica (perspectiva), que já começará a fazer parte do período clássico (500 a 300 a. c.).

O período considerado mais importante da arquitetura grega é aquele que se desenvolve entre o séculos VII a.C. e IV a.C. Concentra-se na arquitetura religiosa – templos – com grande rigor de dimensões, estabelecendo proporções matematicamente precisas; os templos são construídos de pedra (mármore).

Foram estabelecidas normas e regras construtivas, cânones para a concretização artística, valores estéticos e modelos duradouros, nos quais os detalhes, os aspetos decorativos e os pormenores tinham de se sujeitar à harmonia do conjunto. O estudo topográfico do terreno, a adaptação do edifício ao relevo e a escolha criteriosa da ordem, relativo ao tipo de edifício, passaram a constar nos projetos. Produziam maquetes, com o material mais apropriado, dependendo do projeto, que eram submetidas à aprovação oficial. A concretização da obra envolvia inúmeros profissionais entre os quais estavam os arquitetos, os projetistas, os pintores, escultores e outros artesãos.

O tipo de edifício que mais contribuiu para a evolução arquitetônica foi o templo. Era concebido para ser a morada dos deuses. Era constituído por um telhado de duas águas, duas colunas na entrada, e uma parte interior. dividida em três secções. A sua evolução foi demarcada pela gradual uniformização numa planta retangular. O objetivo final da arte era a procura da beleza, unidade, harmonia universais, alicerçadas, é claro, por uma filosofia que buscou a relação do Homem com o divino, com o mundo e a sua origem, com a vida e a morte, assim como com a dimensão interior do próprio Homem.

O Parthenon – templo dedicado à deusa Atena, na Acrópole de Atenas –, erguido entre 447 a.C. e 438 a.C., no governo de Péricles, é uma das mais conhecidas e admiradas construções do período. Um traço marcante da arquitetura grega é o uso de colunas, estabelecendo "ordens" características: dórica, jônica e coríntia. A arquitetura clássica tem como princípios a racionalidade a ordem a beleza e a geometria.



- Coluna Dórica: É a coluna que sai direto do chão, é mais grossa, com caneluras afinando ligeiramente para cima terminando em capitel com forma de almofada quadrada. É chamada também de coluna masculina, por ser mais robusta.
- Coluna Jônica: Elas são mais fininhas, leves e delicadas com caneluras, saindo sobre a base e no topo (capitel) tem um desenho denominado "voluta".
- Coluna Coríntia: Apareceu mais tarde, é semelhante a jônica  diferindo no capitel que é formado por folhas de acanto, foi muito utilizada pelos romanos.













Mobiliário da Grécia


Em relação ao mobiliário grego do período arcaico (meados do século VI a 475 a.C.) foram descobertas informações importantes sob a forma de modelos de terracota, esculturas e principalmente pintura de vasos. Mesmo existindo poucos registros sobre o mobiliário grego, o que se sabe é que tinham dimensões menores do que os modelos egípcios, proporcionando mais leveza e praticidade.

O móvel grego também se divide em:
 Móveis cerimoniais: utilizados em eventos de honra ao ar livre (Kline).
Móveis de uso comum: como as camas, bancos e cadeiras (Klismos), esta última utilizada somente por mulheres, geralmente para amamentação.


Imagem de representação do kline.

O leito ou cline era usado para dormir e os homens reclinavam-se nele para comer enquanto que as mulheres sentavam-se em cadeiras durante as refeições.

Os estudos mostram ilustrações de muitos tipos de bancos e cadeiras. O thronos era uma cadeira cerimonial com ou sem braços.


Os thronos gregos eram conhecidos como "apoio dos céus", ou seja, termo que ficou conhecido quando Zeus se tornou um Deus antropomórfico, imaginado como o "assento de Zeus". Thronos era um tipo de objeto de status elevado, mas não necessariamente de poder. Os aqueus eram conhecidos por colocar adicionalmente tronos vazios nos palácios e templos, para que os deuses pudessem estar sentados quando desejassem. O mais famoso desses tronos era o de Apólo em Amyclae.

Já na Grécia antiga o mobiliário teve uma evolução significativa, pois surgiu uma cadeira com desenhos básicos, com curvas nas pernas e no encosto uma travessa única de madeira. Uso de mármore como matéria-prima. Essa cadeira ficou conhecida como Klismos, este desenho básico ganhou muitas versões ao longo da história.


Cadeira klismos no túmulo de Hegeso, c. 400 a.C.

A klismos era uma cadeira elegante, de belas proporções com pernas e encosto curvos, pés em forma de sabre e assento trançado.



Havia também cadeiras com as pernas terminando em discos, patas de cachorro ou leão.

As duas principais contribuições da Grécia para a história do mobiliário foram a adição de apoios curvos para a cabeça e para os pés ao leito e a criação da cadeira a que se dava o nome de clismos.

Os suportes do leito eram por vezes torneados, e a parte de cima da perna tinha a forma de um sino pesado e côncavo. Este estilo é bastante feio e em breve se passaram a usar pernas retangulares, decoradas com palmitos e ovais.

As mesas usadas para comer eram pequenas e podiam ser guardadas por debaixo do leito quando não estavam em uso. Em geral as mesas eram pequenas e baixas, muitas vezes de bronze com 3 ou 4 pés.




As pinturas dos vasos parecem indicar que o tipo de mesa mais usual era de tampo retangular.
Foi possível identificar pelas pinturas que os gregos utilizavam arcas para guardar objetos.


Foi na Grécia que começaram a fazer as primeiras peças de mobiliário infantil, nos meados do século V a.C. inventaram uma cadeira de bebê em que a criança ficava sentada em segurança.


As inspirações, os motivos do mundo antigo eram de cima para baixo: acanto, ovo, dardo e cabeça de carneiro.





Postado por: Beatriz Krüger e Jessica Storch.