terça-feira, 9 de outubro de 2012

LUÍS XIV

5 de Setembro de 1638 - 1 de Setembro de 1715, conhecido como "Rei-Sol", foi o um monarca absolutista da França, reinando de 1643 a 1715. Construiu o Palácio dos Inválidos e o luxuoso Palácio de Versalhes, perto de Paris, onde faleceu em 1715.

 Palacio de Versalhes
O período de regência exercido pela mãe de Luís terminou oficialmente em 1651, quando ele tinha 16 anos. Luís assumiu o trono, mas Mazarino continuou a controlar os assuntos de Estado até 1661. Outros membros do governo esperavam que fosse substituído por Nicolas Fouquet, o superintendente de finanças. Ele não só não assumiu como foi preso por má administração do Tesouro francês. O rei anunciou que assumiria ele próprio o governo do reino.
O Tesouro estava perto da falência quando Luís XIV assumiu o poder. As coisas não melhoraram já que ele gastava dinheiro extravagantemente, despendendo vastas somas de dinheiro financiando a Corte Real. Parte desse dinheiro ele gastou como patrono das artes, financiando nomes como Moliere, Charles Le Brun e Jean-Baptiste Lully. Também gastou muito em melhorias no antigo Palácio do Louvre, que acabou por abandonar em favor da nova fundação de Versalhes, construído sobre um antigo pavilhão de caça de Luís XIII.
Em 1665, Luís XIV nomeou Jean-Baptiste Colbert para a chefia da Controladoria Geral. Colbert reduziu o défice da França através de uma reforma fiscal, que tornou os impostos mais eficientes. Por outro lado, não aboliu a isenção fiscal de que se valia o clero e a nobreza. O método de coleta de impostos também foi melhorado.
Colbert fez planos de longo prazo para o desenvolvimento da França através do comércio. A sua administração criou novas indústrias e encorajou os fabricantes e inventores a produzir. Também modernizou a Marinha, as estradas e os aquedutos.
Luís XIV ordenou a construção do complexo conhecido como Hôtel des Invalides (Palácio dos Inválidos) para servir de moradia a militares que o serviram lealmente em combate, mas que foram dispensados por motivo de ferimento de guerra ou idade avançada e que até então tinham como alternativas apenas a mendicância e o banditismo.
No seu reinado foi construído o Canal do Midi, que uniu o Mediterrâneo e o Atlântico e foi muito importante para o desenvolvimento econômico da França e da Europa, sendo considerado fundamental para a Revolução Industrial. O Canal tem 240 km e foi projetado por Pierre Paul Riquet, sendo inaugurado em 1681.
Luís XIV escolhe para emblema o Sol. É o astro que dá vida a qualquer coisa, mas é também o símbolo da ordem e da regularidade. Ele reinou como um sol sobre a corte, sobre os cortesãos e sobre a França.
 Luís XIV morreu em 1 de Setembro de 1715 de gangrena, poucos dias antes de seu septuagésimo sétimo aniversário e com 72 anos e 100 dias de reinado - o mais longo reinado e governo do mundo ocidental. Seu corpo foi sepultado na basílica de Saint-Denis, em Paris. Praticamente todos os filhos legítimos do rei morreram na infância. 

MOBILIÁRIO DE LUÍS XIV
Esse estilo foi fortemente influenciado pelo Barroco Italiano e marcado pelo luxo e esplendor da corte Francesa. Em seu primeiro período a linha era reta, carregada de ornamentações, os móveis tinham tamanho reduzido e mais beleza nas proporções.
A decoração se tornou mais pomposa e os móveis eram mais impressionantes que confortáveis. As tendências barrocas desta época se refletem nas cadeiras, que tornaram-se mais femininas, menores e com braços e encostos sem estofados. Os pés das cadeiras eram em pontas ou em forma de copo e o estilo “pata” para os pés também foi usado, porém com ligeira volta em S. As cadeiras e os sofás apresentam braços com uma graciosa curva inclinada.



Neste fértil período surgiu uma técnica decorativa diferenciada associada ao nome de André-Charles Boulle. Este inventou um processo de folhear o mobiliário com uma combinação muito decorativa de ébano, casco de tartaruga, latão, estanho e madrepérola.

 



 















 
 



 












 











 








 








 
 


         










 


 











 
 










 






 









 
 
 




















O canapé, com seis ou oito pés, que se parece muito com a poltrona em estrutura e ornamento tem linhas retangulares, estendendo-se lateralmente, para comportar três ou quatro pessoas – um móvel exclusivo de salões.

As pernas dianteiras desses móveis são geralmente talhadas e terminam com pés em forma de garras e as traseiras possuem uma curva sutil. As mesas são grandes, com bordas ornamentadas, com ricas incrustações, com pernas que acabam em pontas ou voltas, e as travessas horizontais são em X ou H.

Mesa estilo Luís XIV com pernas com travessas em H.

Banco Luís XIV com pernas com travessas em X.
Em termos de decoração, o mobiliário Luís XIV caracterizou-se por apresentar composições simétricas, com grande efeito decorativo. Em geral, os móveis eram enriquecidos por molduras e aplicações de cobre e metal dourado.
Quanto à ornamentação, o mobiliário Luís XIV se caracterizou de policromia viva, abundante e ao mesmo tempo concentrada. Nos móveis eram incorporados elementos tais como divindades de inspiração clássica,  figuras de animais fantásticos.
 Decoração de mobiliário em forma de animais fantásticos
Também é interessante destacar que, além das características já mencionadas, o mobiliário Luís XIV foi marcado pela produção de móveis dourados e prateados, reprodução de elementos arquitetônicos como balaustres, pilastras, faixas e medalhões, a utilização da marchetaria, de influência chinesa, feita com tartaruga e madrepérola e pelo revestimento dos móveis com tecidos brocados (feitos com fios de ouro e prata em relevo).


Postado por: Beatriz Krüger e Jessica Storch.
 


ESTILO REGÊNCIA


 Regência


   Foi um estilo de transição cujo nome lhe foi atribuído por ocorrer no período de Regência do Duque de Orleans. Na Regência do Duque a corte francesa transferiu-se para Paris e os costumes mudaram. Perdeu-se a pompa, a opulência e o formalismo que eram obrigatórios com Luís XIV. A burguesia passou a ditar a moda, no sentido do gosto pela leveza e elegância, associados ao conforto, com um estilo de vida mais tolerante e livre. Assim, os ambientes tornam-se mais leves e íntimos e o mobiliário passou a ter dimensões mais reduzidas e conforto.





















Barroco na Inglaterra






Barroco em Portugal






Barroco na Espanha




Postado por Ildaiane Vergara.

IDADE MÉDIA


Arquitetura Medieval

As casas eram construídas em madeira ou pedra. Tinham dois ou mais andares com sacada, projetando-se sobre a rua. Explica em parte a fisionomia das cidades medievais, retratadas como sombrias e pouco arejadas, apesar das janelas não terem vidros.
As casas medievais tinham as lareiras no meio da sala, longe das paredes de madeira e para evitar os incêndios.
Os temas artísticos eram invariavelmente religiosos, e as obras, quase sem exceção, estavam nos edifícios das igrejas. Assim, destacava-se à arquitetura, com a construção de templos, igrejas, mosteiros e também castelos.
A decoração de interiores foi símbolo de prestígio durante muito tempo, já que somente as classes altas podiam permitir-se o luxo de tratar com apuro e refinamento os espaços internos de suas mansões e palácios. Com a fabricação de objetos em série, a decoração ficou ao alcance da classe média, embora os arquitetos e decoradores de prestígio, os materiais nobres e as peças raras continuem restritos aos privilegiados.
Na Idade Média européia predominaram dois estilos arquitetônicos: o românico e o gótico.




 As construções em estilo românico (século X, XI e XII)  caracterizavam-se por arcos redondos, paredes grossas, grandes colunas, janelas pequenas e interior pouco iluminado. Os principais materiais utilizados para a construção de edifícios eram a pedra e o tijolo. Na altura os tetos dos edifícios eram de madeira e, por isso, havia muitos incêndios. Por esta razão, esses tectos de madeira foram substituídos por abóbadas. Devido a estas abóbadas (de estilo bizantino) as paredes tiveram de se tornar espessas para sustentar tanto peso. Para as sustentar era necessário o uso de contrafortes em abundância. Para que os edifícios não se desmoronassem, o uso de janelas e vitrais passou a ser tão reduzido que quase não se notava os detalhes do interior dos edifícios, pelo fato de haver pouca luminosidade.



  Catedral de Worms, Alemanha, estilo românico, século XII

As construções em estilo gótico (final do século XII até o século XV) caracterizavam-se pelos arcos em formato ogival, janelas maiores e mais numerosas, paredes altas e interior iluminado. .  Igrejas gigantescas, que simbolizam a tentativa de alcançar os limites celestes e tocar, com suas torres pontiagudas, em Deus. Altas e espaçosas, serviam para acolher em seu interior o maior número possível de fiéis, o que era difícil de se fazer nas igrejas de estilo românico. Para dar suporte à tamanha grandeza, surgiram inovações arquitetônicas, como os arcobotantes, que escoravam as altas paredes externamente para liberar o interior da igreja; colunas nervuradas mais delicadas e capazes de suportar maior peso; arcos ogivais responsáveis pela elevação vertical da construção e pela distribuição do peso das abóbadas em vários pontos simultaneamente. Na decoração interna, destacam-se rosáceas e vitrais muito coloridos e trabalhados, que causam um mágico efeito de luzes, cores e sombras.


 Catedral de Chartres, França 




Mobiliário da Idade Média

A vida na Idade Média era instável, pois se mudavam com freqüência. Os camponeses possuíam poucos móveis, além de objetos confeccionados toscamente pelos habitantes da casa para uso cotidiano. Já nobreza levava uma vida que consideraríamos pouco amena pelos padrões modernos.

Os móveis na idade média eram escassos, até mesmo nas famílias importantes. Eles limitavam-se a satisfazer as necessidades básicas de comer, dormir, sentar, armazenar e na época de alfabetização de ler e escrever.

Os móveis deste período tinham a função adicional de expressar a posição social ou status no interior da casa, principalmente nos tecidos suntuosos.


Os reis e os grandes barões deslocavam-se constantemente de residência em residência, o que significava que a maior parte das peças de mobiliário tinham de ser facilmente transportáveis. Um exemplo disso são arcas, eram fortes e podiam ser transportadas em carroças.



As mesas eram geralmente constituídas por tampos assentados em cavaletes.


As formas usuais dos móveis de assento eram o banco comprido, o banco para uma pessoa e o banco comprido de costas altas. A cadeira era um símbolo de autoridade e tinha a forma de um x, por vezes de fechar, por vezes fixo, ou então consistia numa estrutura quadrada tipo trono.





Os elementos mais importantes do mobiliário eram os tecidos: cortinados para proteger das correntes de ar, tapeçarias e colchas. Até o século XVII, as descrições das camas falam de cortinados, nem sequer mencionam a armação de madeira que servia apenas de base. Em muitos casos, o banco servia de cama e as camas mais requintadas, construídas à maneira de uma caixa, serviam de assentos durante o dia.






A cama em forma de caixa foi uma das formas de mobiliário mais duradouro.  Um segundo tipo de cama, inventado na Idade Média e que foi utilizado durante muito tempo, era a cama-armário. O armário era muitas vezes completamente fechado, com uma porta de entrada. Numa época em que era difícil preservar a intimidade e em que maior parte das salas tinham vários usos, as vantagens desta cama era evidente.

O Estilo Romântico foi gradualmente substituído na Europa Ocidental pelo Estilo Gótico, nos fins do século XII e princípios do século XVII. O arco semicircular foi superado pelo arco de ogiva. Ambos os estilos arquitetônicos se refletiram no mobiliário.

A Europa medieval era um continente cercado, dilacerado por violentos conflitos internos. Não havia espaço para luxos, nem havia uma especialização do trabalho que permitisse o aparecimento de novas funções, que por sua vez teriam dado origem a novas formas de mobiliário.





As funções do mobiliário no século XV eram praticamente as mesmas que no século VIII.
A evolução afetou apenas pequenos pormenores: à medida que os marceneiros adquiriam maior perícia, as arcas se tornavam mais leves. As arcas de viagens eram talhadas de maneira artística e minuciosamente trabalhadas com relevos, inscrições e enfeites diversos.




Os móveis aparecem sustentados por pés altos onde se esculpiam adornos de folhagens, animais selvagens e pergaminhos enrolados.



Se o gênero dos móveis usados não mudasse muito, houve grandes alterações na decoração das peças.

O estilo arquitetônico gótico se impôs em todas as artes e os carpinteiros e marceneiros adaptaram aos motivos decorativos da arquitetura.



Camas mais confortáveis, com imensos colchões de pluma, pesadas cobertas e cortinados belíssimos bordados.



O hábito de revestir as paredes com lambris ou painéis de madeira encaixados em armações refletiu-se nos processos de fabricação de mobiliário, levando ao aparecimento de camas fechadas e de cadeiras de assento apainelas em forma de caixa, e de costas e braços fechados.



Na arte gótica o mobiliário alcança resultados inesperados em um domínio e perfeição do desenho dos mínimos detalhes.




O estilo gótico alcançou seu apogeu no século XV, que foi também o seu ultimo período.


Ployant, França, cerca de 1675. A capa de tecido é moderno, mas o sistema de montagem forro é idêntico ao original. O tecido é entre os dois trilhos laterais, para ser pregado para corrigi-lo, perpetuando ar tipo tradicional medieval e renascentista. A escolha desta solução é que banco é um cortesão, servindo uma função cerimonial, de modo que a tipologia de responder visualmente ligada ao passado.



Poltrona Castilla, da segunda metade do século XVII. Museu Nacional de Arte
Decorativos. Original forro de couro montada no ar, com pregos de Bollon.





Postado por: Beatriz Krüger e Jessica Storch.